1.2.10

REPORTAGAM DA MOSTRA DE DESENHOS (PELO PORTAL LIDER)


O eclético artista, escritor e professor, Ernani Getirana, vai promover a Mostra Cultural intitulada Rabiscos & Esboços. Segundo ele, poucas pessoas conhecem um outro lado do seu trabalho, que é a arte de desenhar. Ele explica que já coleciona mais de quinhentos desenhos feitos por ele, e que quase ninguém conhece.

- Rabiscos & Esboços: um itinerário indentitário bem poderia ser o nome dessa mostra, bem pequena, é verdade, dos mais de 500 desenhos que venho fazendo ao longo desses anos todos.

- A maioria só conhece meu trabalho de escritor. Poucos os meus em música. Quase ninguém os meus pictóricos. Essa é uma boa oportunidade (sobretudo para mim) de mostrar essa outra faceta de minha criação, não sem um certo friozinho na espinha, é claro.

- Desenhar é uma atividade ancestral, atávica, praticada em todas as culturas conhecidas. O traço foi uma invenção monumental dos humanos, pois o traço não existe na natureza. Apenas na mente humana. Com o traço somos capazes de representar o irrepresentável, o ausente, aquilo que de outra forma não se deixaria conhecer.

Getirana explica que as crianças apreciam e gostam de desenho, mas as pessoas adultas 'tiram' a naturalização cultural delas.

- As crianças gostam de desenhar, mas nós, adultos, a escola sobretudo, interferimos demais e tiramos essa “naturalização cultural” delas. O artista, como a criança, é aquele que teima em dizer não a essa interferência.


O escritor lança, este ano, um livro intitulado 'Debaixo da Figueira do Meu Avô'.

A Mostra Cultural acontece na quinta-feira, dia 4 de fevereiro, a partir das 19h30, no Espaço Socio-cultural do Banco do Nordeste em Pedro II.

Por Beto Barros

DIRETO DA REDAÇÃO WWW.RADIOLIDER.COM


LIVRO "LENDAS DA CIDADE DE PEDRO II" - 3ª EDIÇÃO - JÁ à venda.

30.1.10

RABISCOS & ESBOÇOS: um itinerário identitário


Rabiscos & esboços: um itinerário indentitário


O homem é essencialmente um ser de cultura. O longo processo de hominização, começado há mais ou menos quinze milhões de anos, consistiu fundamentalmente na passagem de uma adaptação genética ao meio ambiente natural a uma adaptação cultural. Em suma, a cultural toma possível a transformação da natureza. A noção de cultura se revela então o instrumento adequado para acabar com as explicações naturalizantes dos comportamentos humanos. A natureza no homem é inteiramente interpretada pela cultura. Nada é puramente natural no homem. Mesmo as funções humanas que correspondem a necessidades fisiológicas, como a fome, o sono, o desejo sexual, etc., são informados pela cultura: as sociedades não dão exatamente as mesmas respostas a estas necessidades (Denis Cuche).
Desenhar é uma atividade ancestral, atávica, praticada em todas as culturas conhecidas. O traço foi uma invenção monumental dos humanos, pois o traço não existe na natureza. Apenas na mente humana. Com o traço somos capazes de representar o irrepresentável, o ausente, aquilo que de outra forma não se deixaria conhecer. As crianças gostam de desenhar, mas nós, adultos, a escola, interferimos demais e tiramos essa “naturalização cultural” delas. O artista é aquele que teima em dizer não a essa interferência. Rabiscos & esboços: um itinerário indentitário bem poderia ser o nome dessa mostra, bem pequena, é verdade, dos mais de 500 desenhos que venho fazendo ao longo desses anos todos. A maioria só conhece meu trabalho de escritor, essa é uma boa oportunidade (sobretudo para mim) de mostrar outras facetas de minha criação, não sem um certo friozinho na espinha.
Grato pela presença
Pedro II, 4 de fevereiro de 2010
Ernâni Getirana.



LIVRO "LENDAS DA CIDADE DE PEDRO II" - 3ª EDIÇÃO - JÁ à venda.

29.1.10

SOBRE A NOÇÃO DE CULTURA




O homem é essencialmente um ser de cultura. O longo processo de hominização, começado há mais ou menos quinze milhões de anos, consistiu fundamentalmente na passagem de uma adaptação genética ao meio ambiente natural a uma adaptação cultural. Em suma, a cultural toma possível a transformação da natureza. A noção de cultura se revela então o instrumento adequado para acabar com as explicações naturalizantes dos comportamentos humanos. A natureza no homem é inteiramente interpretada pela cultura. Nada é puramente natural no homem. Mesmo as funções humanas que correspondem a necessidades fisiológicas, como a fome, o sono, o desejo sexual, etc., são informados pela cultura: as sociedades não dão exatamente as mesmas respostas a estas necessidades (Denis Cuche).
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26.1.10

FRASE DO DIA:

No circo da política, só há dois tipos de personagens: os cínicos e os que não conseguem se conter.
(Josias de Sousa - jornalista)

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24.1.10

FACE A FACE





















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AS CRIANÇAS MIMADAS

- Victor Hugo

Vendo-me tão pouco temido pelas crianças
E tão sonhador diante desses moleques triunfantes,
Os homens sérios franzem com rigor suas sobrancelhas.
Um avô perigoso que ultrapassa todos os limites,
Sou eu. Triste, eterno em sua paternidade,
Não sou nada além de um bom e velho sorriso teimoso.
Essas crianças queridas! Sou avô sem medidas;
Sou o ancestral que ama esses pequenos que a aurora prateia,
E que às vezes, olhando a lua, entediado,
A deseja para eles, e um pouco para si mesmo;
Não sou razoável, eis a verdade. É terrível. Governo mal
E não quero que meu povo me tema;
Ora, meu povo são Georges e Jeanne; e eu, vivido,
Avô sem freios, tendo essa ânsia, ser bom,
Eu os faço transgredir todas as leis, e ouso
Estimular a rebelião em sua república cor-de-rosa.


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23.1.10

COISAS DO MILLÔR FERNANDES:

A riqueza não traz felicidade.
A pobreza muito menos.


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21.1.10

"A praça é do povo, como o céu é do condor" (C. Alves)


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Filha com filho da irmã.


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Brindando à paisagem


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A praça e o poeta. O poeta e a praça: essa é a graça da poesia.


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Pausa para uma olhada na vida: viver vale e sempre valerá.


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CONCEDENDO ENTREVISTA A UMA RÁDIO LOCAL


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4.1.10

ENTREVISTA À TV ASSEMBLEIA



Ernâni em entrevista à TV Assembleia do Piauí, durante Sarau Literário em Teresina, 2009.
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25.12.09

CONVERSA SOBRE JORNALECO


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CONVERSA SOBRE O JORNALECO



Franklin e eu em noite de recordações de 10 anos sem Jornaleco no BNB - Pedro II-PI (sexta, 19 de dezembro de 2009).

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22.12.09

VOLTANDO DEPOIS DE ALGUM TEMPO



Nebulosa da Borboleta (foto: Nasa)
ATUALIZANDO após tanta conferência para quase nada. Mas não se pode perder a esperança, senão a gente dança!!!!

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2.12.09

JORNALECO: 10 ANOS DEPOIS

LITERATURA EM REVISTA (Apresentação de atividades literárias)


ESPAÇO DO BANCONO NORDESTE

JORNALECO: Dez anos depois

Dia 18, sexta, 19h30

Convidados: Ernâni Getirana, Ivanilda Amaral e Franklin Dane (Pedro II)



Em 1999 três amigos (Ernani Getirana, Ivanilda Amaral e Franklin Dane) uniram-se e criaram um jornal que de tão simples e despretensioso recebeu o nome de Jornaleco. Contudo, logo depois do impacto positivo da primeira edição, aquele jornalzinho teimou em crescer e de repente era o assunto da cidade, sendo usado largamente nas escolas públicas e privadas, como material de apoio didático e informativo. 60min.


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CARTUNISTA DODÓ MACEDO





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EM NOITE DE POESIA NA CHURRASCARIA NOVA BRISA -THERESINA




Curtindo a homenagem feita a mim pelos colegas poetas do SARAU ÁGORA.




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1.12.09

INGRA. NÃO ESQUEÇAM O NOME DELA



Conheci Ingra no XXV Sarau Ágora, ideia do brilhante João Carvalho, na churrascaria Nova Brisa. Ingra (en)canta. Agora, abro meu orkut no orkut dela e tá lá essa mensagem carinhosa dela pra mim. Eu a autorizei a adptar o poema para "Poema para Ingra".


"Uma das surpresas mais deliciosas da minha vida foi ouvir um dos maiores poetas do Piauí, Ernâni Getirana, dizendo que iria recitar um poema, chamado "poema para Ana", mas que iria estender ele a mim naquela noite, me surpreendi mais ainda quando ouvi o poema, sensação indescritível... Muito especial, por isso aí está..."


poema para Ana
(para Ana Beatriz)

teu canto
é nosso canto, em qualquer canto,
quando de tua garganta brotam
anjos de açúcar
que vem aquiescer
nossas almas tão carentes, apáticas

no entorno de ti
o som torna-se fera domada
nos timbres, nos entalhes e torrentes
que teu espírito nivela
ou, agudo, eleva
ao mais alto ponto da escala

teu canto é pura calma (em chamas)
de tua garganta que não se cala
e quando fala já canta
e invade a porta invisível da sala
da alma da gente
tão vivente, galáctica!



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