18.6.10

MORRE JOSÉ SARAMAGO

18 de Junho de 2010
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Hoy viernes 18 de Junio, José Saramago ha fallecido a las 12:30 horas en su domicilio de Lanzarote, a los 87 años de edad, a consecuencia de un fallo multiorgánico después de una larga enfermedad.
El escritor murió acompañado de su familia, despidiéndose de una forma serena y plácida.
Fundación José Saramago
18 de junio de 2010


O escritor português e Prêmio Nobel de Literatura José Saramago morreu nesta sexta-feira em sua casa em Lanzarote, nas Ilhas Canárias, aos 87 anos. Segundo a família, a morte ocorreu por volta das 13h no horário local (8h de Brasília), quando o escritor estava em casa, acompanhado da mulher, Pilar del Río.
Biografia
Prêmio Nobel de Literatura em 1998, primeiro escritor de língua portuguesa a obter a honraria, Saramago mostrou ao longo de sua vida uma paixão duradoura pela literatura.
Seus livros são marcados pelos períodos longos e pela pontuação em muitos momentos quase inexistente. Os artifícios formais são vistos como verdadeira barreira para vários leitores, mas outros se encantam com a fluidez de seus textos, sempre entremeados por reflexões fortemente humanistas.
Nascido em 16 de novembro de 1922, em aldeia do Ribatejo chamada Azinhaga, de família humilde, Saramago só veio a produzir sua primeira obra de sua fase mais madura em 1980, "Levantado do Chão".


Assista à entrevista com Saramago feita em novembro de 2008
Dois anos depois, "Memorial do Convento" o colocou como um dos maiores autores de Portugal, posição confirmada com o lançamento do inventivo "O ano da morte de Ricardo Reis", em que narra os dias finais do heterônimo de um dos pilares da literatura de seu país: Fernando Pessoa, em uma criativa mescla de fatos reais e imaginados.
Saramago era um autor prolífico. Além de romances, publicou diários, contos, peças, crônicas e poemas. Ainda em 2009, lançou mais um livro, "Caim".
Esta obra retoma um personagem bíblico, subvertendo a versão oficial da Igreja Católica. Em 1991, seu "Evangelho segundo Jesus Cristo" dispôs de artifício semelhante. A "reescrita" do ateu convicto de esquerda não agradou aos religiosos, provocando grande polêmica em uma nação fortemente católica.
No ano seguinte, o livro foi indicado a um prêmio, mas o governo português vetou a candidatura. Insatisfeito, Saramago partiu para um "exílio voluntário" na espanhola Lanzarote, nas Ilhas Canárias, onde vivia desde 1993.
Outro de seus romances, "Ensaio sobre a Cegueira", narra uma epidemia em que os personagens perdem a visão, enquanto uma mulher a mantém. A obra, uma das mais conhecidas do português, foi adaptada para o cinema pelas mãos do diretor brasileiro Fernando Meirelles. O filme foi exibido no Festival de Cannes.
(Do IG)


Veja livros publicados por Saramago

Terra do Pecado, 1947
Manual de Pintura e Caligrafia, 1977
Levantado do Chão, 1980
Memorial do Convento, 1982
O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1984
A Jangada de Pedra, 1986
História do Cerco de Lisboa, 1989
O Evangelho Segundo Jesus Cristo, 1991
Ensaio Sobre a Cegueira, 1995
Todos os Nomes, 1997
A Caverna, 2000
O Homem Duplicado, 2002
Ensaio Sobre a Lucidez, 2004
As Intermitências da Morte, 2005
A Viagem do Elefante, 2008
Caim, 2009

* com Agência Estado, EFE e Reuters

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O GOL



A esfera desce
do espaço
veloz
ele a apara
no peito
e a pára
no ar
depois
com o joelho
a dispõe a meia altura
onde
iluminada
a esfera
espera
o chute que
num relâmpago
a dispara
na direção
do nosso
coração.


José Ribamar Ferreira, ou Ferreira Gullar (São Luis, Maranhão, 10 de setembro de 1930) - Publicou em poesia: Um pouco acima do chão, 1949, A luta corporal, 1954 Poemas, 1958 João Boa-Morte, cabra marcado para morrer (cordel), 1962 Quem matou Aparecida? (cordel), 1962 A luta corporal e novos poemas, 1966 História de um valente, (cordel; na clandestinidade, como João Salgueiro), 1966 Por você por mim, 1968 Dentro da noite veloz, 1975 Poema sujo, 1976 Na vertigem do dia, 1980 Crime na flora ou Ordem e progresso, 1986 Barulhos, 1987 O formigueiro, 1991 Muitas vozes, 1999.
 (Do Blog do Noblat)

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10.6.10

OS PASSOS DA TENDA DA CRUVIANA


Armando a Tenda

Brincando que ninguém é de ferro


Vida dura

criador e criatura


 A Tenda da Cruviana e o pessoal da Academia Onírica



Finalmente o cabo conector (ufa!!!) da câmera foi consertado e podermos descarregar as dezenas de fotos da TENDA DA CRUVIANA.

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GRITADOR

Foto: Morro do Gritador por BBarros


satélite sobre o Gritador

foi do alto, lá do satélite
cruzando a noite cega
foi com a luz que não se vê
da visão que nasce de chips
e de um emaranhado de fibra ótica
que o olho biônico da coisa cibernética
focou-te cá embaixo
num espasmo de quase tortura

então a mancha roxo-tontura
te denunciou a existência em meio a um verde-cor-de catarro
e tudo eram manchas e linhas e coisas indefinidas
que teimavam em ficar indefinidas
na tela azul-pálido do meu computador
por mais que o zoom te devorasse

a tua radiografia esquelética
obscenamente exposta
chamou-me a atenção não propriamente pelo aspecto granulado
genuinamente engendrado pelo novo  ângulo
mas pelo fato de me imaginar a vida quase inteira passada ali embaixo
homo-formiga: meu sofrimento, nada que uma pá de cal não dê jeito!

então eram crateras e reentrâncias e montículos e zonas mais planas
eram segmentos de retas te entrecortando
e eram pequenas zonas escuras e uma maior que todas: teu açude
eram semi-planaltos e pequenitas cordilheiras e serras e veredas pálidas


mas tuas fotos por satélite eram enganosas
de conteúdos não averiguáveis:
não revelavam teus mendigos pastando pelas praças
nem teus homens honrados planejando, na surdina da noite, suas traspassas cristãs
as fotos em seus pixels
não te denunciavam as meninas verdes vendendo-se pelos vãos do mercado central
espremendo-se entre espermas  e sangue de bois ejaculados
nem diziam de tuas fofoqueiras de plantão e de seus maridos inchados
de seus filhos drogados, de suas vidas apodrecidas pela banalidade
todos nascidos sob o mais brando sol matinal de Matões
cotidianamente nascido para todos
dentro do domingo azul dos lençóis de cambraia
farfalhando ao vento que trazia consigo
o aroma bom dos jasmins, das begônias, das romãs ainda adormecidas nos cachos
de por sobre a cerca de melõezinhos-do-mato cravejados de marimbondos-feitosa.

e meu espírito-vento lambuzando-se com o mel de cana de teus engenhos
e os pensamentos dependurando-se nos fios de baba dos bois a girar
e o peito dos pés acariciando o bagaço da cana por onde já planavam as abelhas
e o jeito de se querer ir para a bananeira, trincheira última de bandeiras desfraldadas


mais o tempo de se ir indo pegar do violão
mais o tempo de se fazer uma canção
mais o tempo de se embrenhar pelos acordes das noites de lua cheia
e engolir o luar misturado a cachaça para se ser feliz ao menos uma vez na vida

porque o resto,
no dizer de Chico Mel Quente, “era querer caçar chifre em cabeça de cavalo”
no dizer de Passos, “era fazer que ia e ir mesmo”
no dizer de Chico Lagoa, “era ruim como o Diacho”
no dizer de Erone, “era só passar uma nos peitos e pronto!”
no dizer de Pedro Sabiá, “era esperar que ele, o mundo, parasse de girar”.
No dizer de Bodinho era “manter aquilo durinho até na hora de entrar no caixão”.

e quando se sabia da novidade
era de primeira e se trazia na cabeça as florezinhas miúdas
do grande Tamboril do mercado.

(* agosto de 2004, 150 anos de Pedro II)



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OPINIÃO DA PROFESSORA FÁTIMA PAULO SOBRE O FESTIVAL DE INVERNO


Parabéns A TODOS que contribuíram para que o nosso festival de inverno fosse de grande sucesso.Só que tem uma coisa gigantesca e muito bonita,que está oculta,não muito visível e que eu acho que os pedrossegundenses que veem matar saudades da terrinha,gostariam de revê-lo,memorá-lo.A nossa Unidade Escolar Marechal Pires Ferreira.Que tem um estilo próprio,característica diferente de todas as outras escolas existentes na cidade.Apresenta outra estrutura,parece um memorial.Por trás de um palco com atrativos maravilhosos tem esse gigante.O Marechal.Talvez o palco pudesse ficar de lado,para que nossa escola pudesse ser visitada,com exposições,em uma área que tem apresentações de capoeira,banda do mestre Alexandro,outras atrações da Terra.Ou quem sabe mesmo só visto,relembrado,tirá-se fotos...Não fui professora nessa escola,apenas uma aluna,cidadã pedrossegundense com muito orgulho.Sempre fiz essa observação e com esse espaço que temos de poder expor os nossos desejos,pensamentos,que estou desabafando.Com esse número exorbitante de visitantes no nosso festival,com certeza muito em breve teremos outro local para nossos eventos grandiosos e o nosso Marechal ,então passará a entrar em cena.Só que espero que mantenha-o como está.Mudando de assunto,as autoridades teem que se preocupar com a questão do trânsito.Graças a Deus tudo ocorreu dentro do normal,graças à educação também do povo.Que conduziam seus automóveis de maneira tímida,educada.Mas é muito sério. Temos que ver isto com muito carinho.Um abraço a todos que fazem essa grande emissora (FMMatões).
Data: 09/06/2010 às 13:37:49

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AO em Pedro II == poesia por toda a parte == provocações (Demétrios Galvão)

Ernâni Getirana (Tenda da Cruviana) e Demétrios Galvão (Academia Onírica)
Foto: divulgação


A Tenda da Cruviana (http://cruvianadepedroii.blogspot.com/) também foi uma base dos Oníricos = talvez o único espaço dentro do festival que colocou em pauta a divulgação e difusão da produção literária, acadêmica e de escritos diversos. A Tenda foi o ponto de propagação literária, onde as pessoas tinham acesso a livros, vídeos e a um bate papo regados a um friozinho + café. Foi na parceria com a Cruviana que os Oníricos puderam lançar Zines e panfletos poéticos por toda a parte.

Se o VII Festival de Inverno de Pedro II (http://www.cabecadecuia.com/noticias/71269/pedro-ii-realiza-setima-edicao-de-festival-de-inverno.html) teve bons shows e uma boa receptividade da população local, faltou poesia na sua programação de atrações, uma política ecológica adequada para preservação dos espaços naturais do município e uma estrutura apropriada, principalmente ao que se refere a alimentação e organização de trânsito.

Para os Oníricos ficou a satisfação de levar nossa poesia a Pedro II e esperamos ter dado às pessoas que nos assistiram e receberam nossos panfletos e zines, uma outra possibilidade da expressão poética ======== poesia tarja preta.


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9.6.10

Festival de Pedro II terá a “Tenda da Cruviana”

Getirana e o Logo da Tenda da Cruviana


Foi com o intuito de divulgar a rica diversidade da cultura da cidade de Pedro II, a partir dos conceitos de identidade cultural e cultura local que o professor do departamento de Letras da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), do campus daquela cidade, Ernâni Getirana de Lima, criou a “Tenda da Cruviana”. O projeto será realizado dentro do Festival de Inverno de Pedro II, que acontecerá de 3 a 6 de junho.

Para o professor, faltava no festival um local onde os visitantes pudessem conhecer a memória e a cultura da cidade. “Pretendemos resgatar a memória de pessoas que construíram a história de Pedro II ou que tenham uma relação afetiva ou identificação com o local. Acredito que a “Tenda da Cruviana”, cujo nome remete ao vento frio e a neblina que ocorrem na cidade, vem preencher esta lacuna no festival”, explica.

A tenda será instalada na praça de eventos Domingos Mourão, onde serão realizadas palestras, mesa-redonda, saraus lítero-musicais, exibição de vídeos culturais, lançamento de livros e fanzines, além da exposição de objetos de arte e artesanato. Segundo o professor Ernâni, já estão confirmados os grupos de Teresina, Poesia Onírica e Sarau Literário.
São parceiros do projeto a UESPI, Faculdade Santo Agostinho – FSA e da Faculdade Cristo Rei.




Fonte: Elias Monteiro da Cruz Neto
Assessoria de Comunicação - UESPI
(86) 3213-7398


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O SUCESSO DA TENDA DA CRUVIANA NO FESTIVAL DE INVERNO


Reportangem e foto por Neto Santos(FM Matões)

Colocada pela primeira vez num espaço de negócios do Festival de Inverno, a Tenda da Cruviana do Professor e Escritor Ernani Getirana foi um sucesso. A Tenda teve como objetivo divulgar a rica diversidade cultural do Piauí durante o Festival de Inverno 2010.

Em conversa com nossa reportagem, Ernani comentou ter ficado muito feliz com a acolhida da população feita à Tenda que funcionou durante os 04 dias nas stands do SEBRAE na Praça Domingos Mourão Filho. Ali era possível encontrar livros, cd´s, dvd´s, folders e vários outros produtos da literatura pedrossegundense/piauiense. A dedicação à Tenda foi integral sempre com o apoio de sua esposa Rosinha Lima.

Dentre os produtos campeões de vendas estão a camiseta da Tenda o e cd Ensaio Vocal. Ernani falou ainda da boa movimentação na Tenda e a procura por livros dentre eles Fanzines de Demétrius Galvão. A Tenda deve estar de volta no próximo Festival.

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VISITAS NA TENDA DA CRUVIANA



Recebemos na tenda a visita do Dr. Stanislaw Kubeka, prontamente retratado por nosso desenhista. O amigo do Dr. Kubeka, Herr Zigrefild, me entregou as Lendas da Cidade de Pedro II vertidas para o alemão. Vejam como ficou em alemão a Sereia do Pirapora:


Die Pirapora-Nixe   
  
Vor vielen, vielen Jahren, bevor Pedro II gegründet wurde lebte in der Nähe des Ortes der heute als Auge des Wassers von Piaporoa bekannt ist ein Ehepaar mit seiner einzigen Tochter.  
Sie war mit ihren sechzehn Jahren ein sehr schönes Mädchen und besaß einen ernormen schwarzen Haarwuchs. Helena  ging für gewöhnlich jeden Tag hinunter nach Pirapora zum Wasserfall, der den einheimischen auch als Pinga bekannt ist und hier einen kleinen See bildet.

Am bewussten Tag, wie gewöhnlich, beabsichtigten seine Eltern das Haus zu verlassen um Verwandte die nicht allzu weit wohnten zu besuchen. Ob wohl die Mutter darauf bestand, dass die Tochter sich an diesem Besuch beteiligte, sagte diese, dass sie es bevorzuge nur dieses mal zu Hause zu bleiben. Die Mutter entsprach der Bitte der Tochter, da diese ein gutes Mädchen war. Allerdings sollte sie an diesem Tag nicht das Wasser von Pinga aufsuchen, denn es sei Karfreitag und keiner arbeite.

Helena indessen gehorchte zum ersten Mal nicht ihrer Mutter. Kaum das die Eltern im Wäldchen, verschwand sie in Richtung Pirapora. Nach dem Verriegeln der Haustür, nahm sie ein cujuba*) an sich um diese mit Wasser zu füllen.

Selbige Region hatte eine dichte und grüne Vegetation, mit dicht belaubten und sehr hohen Bäumen. Helena hatte ihrer Mutter verschwiegen dass sie eines Tages einen wunderschönen Vogel auf einem Stein am Rand des Baches sah. Das Bild des Vogels und der  betörende Klang seines Gesanges ging ihr nicht mehr als dem Gedächtnis. Die Art in welcher sie an nichts anderes mehr denken konnte als an die schöne Figur welche sie beflügelte.

Nach dem sie am Rand des sich dahin schlängelnden Baches der hier aus dem See von Pinga           heraus fließt angekommen, ließ sie sich auf die Steine nieder und bewunderte die Schönheit des Platzes.

Der Wasserspiegel suggerierte den Einfall von myriaden von Farben und da war der gefiederte Vogel welcher so schön sang wie noch nie in der Vergangenheit. Verzaubert entkleidete sich das Mädchen schnell und tauchte in der Absicht gefangen das es schön wäre einen halb untergetauchten Stein von der anderen Seite des Baches nach Hause zu bringen.
Doch unglücklicherweise rutschte sie, aufgeregt wie sie war aus und schlug mit dem Kopf  auf einen Stein auf und verlor das Bewusstsein. Helena starb durch Ertrinken ohne zu wissen, dass ihr Vogel den sie am Rand des Sees zu fangen versuchte in Wahrheit eine Reflexion auf der Oberfläche des Wassers war.

Nach der Rückkehr der Eltern stellten diese das Fehlen von Helena fest. Mit einigen Personen der Umgebung suchten sie die Nacht hindurch ohne sie zu finden. Die Mutter von Helena verlor über den Verlust der einzigen Tochter den Verstand. Die Zeit ging dahin. Die Eltern Helenas starben unglücklich. Die Leute kommentierten das Geschehen.

Aber heute in Vollmondnächten, wenn die Sterne über der Felswand von Pirapora stehen beschwören manche sie hörten ein klagendes Lied als Echo von der Felswand von Pinga bis es sich im Fels der Einfassung verliert. Die Personen, die den  Gesang hören sagen sie könnten klar unterscheiden zwischen der Stimme des Mädchens und eines Vogels. Die Bewohner des Ortes Pirapora indessen glauben das Helena und ihr Vogel sind letztendlich zusammen und glücklich in der Ewigkeit.

Andere Personen bezeugen in Vollmondnächten gelänge es ihnen im Wald von Pirapora eine schöne Nixe über den Steinplatten des Randes des Baches wo das Wasser dahinfliest mit einem Vogel auf der Schulter zu sehen.

*) Ausgehöhlter Kürbis 
  



A sereia de pirapora

Há muitos e muitos anos, antes da cidade de Pedro II ter sido fundada, nas proximidades do que hoje é o olho d`água do Piapora moravam casal que tinha apenas uma filha. Era uma moca muito bonita, no esplender dos seus dezesseis anos, Helena possuía uma enorme cabeleira preta. Helena costumava buscar água todos os dias lá embaixo no Pirapora num lugarzinho conhecido como Pinga, onde o cair d`água formava um pequeno poço.

Um certo dia, como de costume, seus Pais tiveram que sair à tardinha para visitar uns parentes que moravam meio longe, e embora a mãe insistisse para que ela os acompanhasse naquele visita, ela disse que preferiria ficar em casa, só daquela vez. A mãe atendeu ao pedido da filha, que era uma boa menina. Porém, pediu que naquele dia ela não fosse buscar água no Pinga, pois era uma Sexta-feira santa e nesse dia ninguém trabalhava.

Helena, no entanto, pela primeira vez desobedeceu sua mãe. Tão logo os pais dobraram o arvoredo, ela seguiu direto rumo ao Pirapora. Depois de trancar a porta da casa, saiu levando consigo um cujuba para trazer cheia de água.

Aquela região tinha uma vegetação muito verde e densa, com árvores frondosas e muito altas. O que Helena havia escondido de sua mãe é que há dias avistara um lindo pássara  pousado em uma pedra na beira na riachinho. A imagem do pássaro e o som inebriante de seu dolente canto não lhe saíam mais da memória, de modo que ela não conseguia pensar em outra coisa que não fosse na bela figura daquele ser alado.
                                   
Chegando á beira do poço que se formava a partir do filete de água que escorria desde o Pinga, a menina sentou-se em uma das pedras e ficou admirando a beleza do lugar.

De repente um miríade de cores surgiu no espelho d`água. Era o pássaro emplumado, cantando como nunca fizera antes. Encantada, a menina despiu-se rapidamente e mergulhou no intuito de capturar o belo ser pousado numa pedra semi-submergida n´água do outro lado riacho.

Mas por azar ao pisar por entre as grotas revoltas, escorregou e bateu com a cabeça numa pedra e perdeu os sentidos. Helena morreu afogada sem saber que o seu pássaro na verdade pousara no galho de uma das árvores que ficava na beira do poço e que o que ela tentara pegar era apenas a imagem dele refletida na superfície da água.

Ao chegarem do passeio os pais de Helena deram por sua falta e com mais algumas pessoas da redondeza passaram a noite toda procurando pela moça, mas nada encontraram. A mãe de Helena enlouqueceu devido à perda de sua única filha. O tempo passou. Os pais de Helena morreram de desgosto. As pessoas sempre comentavam o ocorrido.

Mas hoje em noite de lua cheia, quando o astro aparece por sobre o paredão do Pirapora há quem jure ouvir um canto plangente que ecoa por todo a muralha do Pinga até sumir lá para as bandas da barra. As pessoas que já ouviram o canto dizem que dá para se distinguir nitidamente a voz de uma menina e o chilrear de um pássaro. Os moradores das bandas do Pirapora, então, acreditam que Helena e seu pássaro estão finalmente juntos e felizes na eternidade.

As pessoas juram que em noite de luar, quem for espiar o Pirapora de dentro do mato consegue ver uma dela sereia sentada sobre o lajedo à beira do riachinho por onde escoa uma água rendada, com um pássaro pousado no ombro.           



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8.6.10

FESTIVAL DE INVERNO DE PEDRO II (do blog SARAU LITERÁRIO)

João Carvalho



Foto: divulgação
(Poetas Wiliam, João Carvalho e Ernâni, durante o Festival de Inverno de Pedro II, na TENDA DA CRUVIANA)

De três a seis de junho, o Ágora esteve na cidade de Pedro II prestigiando um dos eventos culturais mais emblemáticos do estado do Piauí: o Festival de Inverno. É marcante o clima ameno, típico de região serrana, que paira sobre a cidade. Assim como a hospitalidade do povo e a integralidade das classes sociais, onde a cultura tem uma mesma cor: gente. Efetuando um exercício de alteridade, fundindo no mesmo espaço diversas manifestações culturais, no qual passearam o erudito, o popular, o local e o universal.

A visita do Ágora ao Festival foi muito proveitosa, estabelecendo interação com vários artistas, saboreando uma verdadeira salada artística, através do contato com músicos, artistas plásticos, escritores e poetas de diversas épocas. No Festival, fechou-se com o poeta a ser homenageado no sarau do mês de agosto: Durvalino Filho, e com os músicos que tocarão no Sarau: Rubem Lima e Geraldo Brito.
O poeta, letrista e publicitário Durvalino Filho editou na década de 70, o jornal alternativo mimeografado GRAMMA, juntamente com nomes marcantes da cultura piauiense como Edmar Oliveira, Paulo José Cunha, Arnaldo Albuquerque e outros, contando também com a relevante contribuição de Torquato Neto. O poeta é autor do livro Caçadores de Prosódia.

Dentre as manifestações que ocorreram em Pedro II, destaca-se a iniciativa do poeta Ernâni Getirana, professor e pesquisador de cultura e identidade, que criou com o objetivo de valorizar a cultura local neste Festival de Inverno, o projeto: A Tenda da Cruviana.
Conheça A ESTÉTICA DA CRUVIANA nos seguintes endereços eletrônicos:
http://getirana.blogspot.com
http://cruvianadepedroii.blogspot.com

Ernâni Getirana é professor, pesquisador de cultura e identidade, autor, dentre outros livros, de “Estripulias de Rosa Doida” e “Lendas da Cidade de Pedro II” e de uma dissertação de mestrado sobre pequenos garimpeiros de opala de Pedro II. Também é poeta. Foi o homenageado no sarau Ágora de Novembro de 2009. Eis alguns de seus poemas:
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4.6.10

A TENDA VISITADA EM NOITE DE CRUVIANA


Os deuses e deusas do frio não nos abandonaram. Sob uma cruviana intensa, nossa tenda foi visitada por inúmeras pessoas. Estamos felizes em poder fazer outros felizes com livros e bom papo.

VISITE A "TENDA DA CRUVIANA" - STAND 30 - FESTIVAL DE INVERNO DE PEDRO II -3 A 6 DE JUNHO 2010. http://cruvianadepedroii.blogspot.com/

3.6.10

FESTIVAL DE INVERNO DE PEDRO II 2010

Um grupo de rock de Pedro II se apresenta nesse momento no palco 2.


 A praça Domingos Mourão está muito movimentada.


VISITE A "TENDA DA CRUVIANA" - STAND 30 - FESTIVAL DE INVERNO DE PEDRO II -3 A 6 DE JUNHO 2010. http://cruvianadepedroii.blogspot.com/

A TENDA TÁ NA PRAÇA

Alô, amigos internautas. Estamos on line da tenda da cruviana, na Praça Domingos Mourão, em Pedro II-PI, em pleno Festival de Inverno. A manhã de hoje (dia 3 de junho) foi para montar a tenda e agora, 14:16, estamos de tenda aberta, literalmente para o mundo. Quem vier a Pedro II agora, passe na Tenda.

Abraços!!!!

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1.6.10

POESIA






(fOTO: 180 Graus)


Toda rua tem seu curso
Tem seu leito de água clara
Por onde passa a memória
Lembrando histórias de um tempo
Que não acaba

(Torquato Neto)




Meu tempo
É voo de um dia
Em rota de colisão comigo mesmo
Rumo ao espelho
Do que nunca seria

(Ernâni Getirana)
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VALOR DE PI DESNUDA A CULTURA POPULAR


Foto de Vagner Ribeiro. Acesse:   http://www.vagnerribeiro.com.br/conteudo/vagner.htm

No universo da diversidade cultural do Piauí pesquisado por Vagner Ribeiro se encontra gente que desnuda linguagem poética da terra com uma grandeza singular. No musical “O Piauí Contando História”, o artista com a banda Valor de PI, consegue transpor com espontaneidade, linguagens e expressões de gente que sente o cheiro do sol, que inventa causos, que deseja o gorjeio dos sapos e que desnudam a terra de forma celestial.
A música e a dança de inúmeras e significativas manifestações folclóricas espalhadas pelo interior do Piauí pouco, ou totalmente desconhecida do público e da mídia, estão presentes no musical de forma telúrica. “ O musical é o resultado de uma pesquisa que só começou e não tem fim”, conta o artista se referindo ao passeio pelo o imaginário popular captado nas andanças e mostrado ao público com uma boa carga de lirismo.
O Piauí contando historia, é para Vagner, uma dívida que os movimentos culturais têm para com os artistas populares de significativos valores e que estão nos mais distantes rincões do sertão e não têm como mostrar suas criações.
“Em uma época em que se privilegia demasiadamente a proposta globalizante de monopólio musical, sobretudo no rádio e na televisão, nosso espetáculo desperta para alternativas de uma arte popular viva, rica de valores que compõem a identidade cultural de um Piauí real a ser descoberto, fomentado e divulgado”, resume o artista no espetáculo que mostra também música e poesia de sua autoria.
Leia o cordel filosofia de quitanda de Vagner Ribeiro no site DESENREDOS
(Texto reproduzido a partir do site do artista)



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OITAVO SALIPI


A oitava edição do Salão do Livro do Piauí (Salipi) e 13º Seminário Língua Viva, acontecem de 31 de maio a 6 de junho no Complexo Cultural da Praça Pedro II. Este ano, o grande homenageado será o picoense Fontes Ibiapina, e serão lembrados ainda os centenários de nascimento de Rachel de Queiroz e de morte de Joaquim Nabuco

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30.5.10

PODE, UM ABSURDO DESSE?

Professores "leigos" crescem 35% em dois anos
Dados do Inep mostram que professores sem diploma de ensino superior continuam sendo contratados para dar aulas na educação básica

Priscilla Borges, iG Brasília | 30/05/2010 08:00 (Do Portal IG)

O número de “professores leigos” no Brasil – que só concluíram o ensino fundamental ou o ensino médio regular – aumentou em todas as etapas da educação básica. Dados do Censo Escolar 2009 mostram que 152.454 profissionais dão aulas sem a formação adequada para alunos matriculados em creches, pré-escolas, ensino fundamental e até ensino médio nas cinco regiões do País.

Eles representam apenas 7,7% dos docentes que atuam hoje nas escolas brasileiras. O total é de 1.977.978. Mas, para os especialistas, as estatísticas são chocantes, porque, após a chamada “Década da Educação” iniciada com a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação em 1996, a quantidade de profissionais sem qualificação necessária para dar aulas não diminuiu e, sim, cresceu.

Em 2007, eles eram 6,3% do total de professores da educação básica. O primeiro censo realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para traçar o perfil desses docentes, divulgado no ano passado, mas feito com dados de 2007, revelou que 15.982 dos profissionais sem formação ideal tinham apenas o diploma do ensino fundamental. Em 2009, a mesma categoria de docentes caiu para 12.480.

Leia também

* Maioria dos professores “leigos” está no Nordeste

O problema está na crescente contratação de quem completou apenas o ensino médio regular. Em 2007, 103.341 professores brasileiros estavam nessa situação. No ano passado, eles somavam 139.974. O aumento chega a 35,4% em dois anos. O maior crescimento foi na educação infantil, em que eles representavam 16,1% do total de docentes dessa etapa em 2007 e, agora, equivalem a 19,6% do total.

Mas nenhuma etapa ficou imune a esse crescimento. Nas turmas de ensino médio do País, há 21.896 docentes que dão aulas sem diploma de nível superior ou magistério (que também seria insuficiente para assumir esse compromisso).

“É um dado para refletirmos profundamente. Temos de estranhar muito que um professor que estudou até o ensino médio dê aulas para essa mesma etapa”, afirma a presidente do Conselho Nacional de Educação, Clélia Brandão. Para ela, a explicação para isso pode estar na falta de planejamento de estados e municípios nos processos de formação continuada dos quatros de professores.

“Um dos motivos que poderia levar a essa contratação, mas que não a justificaria, é a falta de professores de química, física e matemática. Talvez, esses professores já estejam cursando uma faculdade, mas ainda não a concluíram”, pondera. “Houve muito investimento em formação nos últimos anos. Mas a prioridade foi dada para o curso de pedagogia. Esse é um dado que pode revelar um erro nesse sentido”, analisa.
Retrato da formação dos professores brasileiros

Comparação da qualificação dos docentes da educação básica por etapa em 2007 e 2009
Inep/MEC


Qualificação, desafio antigo
Em meio a tantas discussões sobre a criação de um Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente, a formação dos profissionais que cuidam da educação das crianças brasileiras se mostra um desafio. Se a legislação educacional fosse cumprida, o total de professores que não poderia dar aulas a crianças ou adolescentes brasileiros aumentaria ainda mais. Aos leigos, se juntariam os docentes sem licenciatura: 62.373 pessoas em 2009.

A LDB diz, em seu artigo 62, que a “formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade Normal”.

Clélia acredita que muitos gestores se aproveitam de um regulamento publicado após a promulgação da LDB para continuar contratando pessoal sem qualificação adequada para a educação infantil e nas primeiras séries do ensino fundamental. Para as demais fases, “não há explicação”, segundo ela. No decreto nº 3.276, de 1999, há uma regra que torna a contratação de docentes com formação do magistério nessa fase como “preferencial” apenas.

Na opinião de César Callegari, presidente da Câmara de Educação Básica do CNE, a expansão na oferta de vagas na educação infantil e no ensino médio permitida após a criação do Fundo de Manutenção e de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) pode ter influenciado essas contratações. “Houve uma demanda maior por profissionais dessas fases e talvez isso explique a necessidade de recrutamento de pessoas não preparadas adequadamente. Porém, essa situação não poderia permanecer. É obrigação dos sistemas mudar isso”, afirma.

Conquistas
Apesar dessas dificuldades, os incentivos de estados, municípios e governo federal – que criou um Plano Nacional de Formação dos Professores da Educação Básica no ano passado para formar, nos próximos cinco anos, 330 mil professores não-graduados – demonstram resultados positivos. Os dados do Censo Escolar 20009 mostram que, em dois anos, o número de docentes que atuavam na rede de educação básica e não haviam cursado licenciaturas reduziu pela metade. Em 2007, 127.877 estavam nessa condição.

VISITE A "TENDA DA CRUVIANA" - STAND 30 - FESTIVAL DE INVERNO DE PEDRO II -3 A 6 DE JUNHO 2010. http://cruvianadepedroii.blogspot.com/

VIDEO SOBRE OPALAS DE PEDRO II

"TENDA DA CRUVIANA" - Pedro II passa primeiro aqui. FESTIVAL DE INVERNO DE PEDRO II -3 1 6 DE JUNHO 2010. http://cruvianadepedroii.blogspot.com/

29.5.10

RELEASE DA TENDA DA CRUVIANA PARA A IMPRENSA


TENDA DA CRUVIANA

Criado na década de 1850, o município piauiense de Pedro II, 195 Km da capital, Teresina, cujo nome é uma homenagem ao Imperador do Brasil, já se chamou Matões, Pequizeiro e Itamaraty, denominações por si mesmas reveladoras do que denominamos em outro lugar de pedrossegundidade.
Um fenômeno de natureza socioeconômico-cultural que tem reforçado essa ‘pedrossegundidade’, vem ocorrendo há sete anos na Terra da Opala, que também é Terra de Mulher Bonita, Terra da Água Boa, Terra da Rede, Suíça Piauiense,Terra da Cruviana: trata-se do Festival de Inverno de Pedro II.
Tido como o evento turístico do Piauí mais divulgado nacionalmente, quando, então, durante quatros dias de junho, a população da cidade de Pedro II quadruplica e a midia televisiva do Estado, dentre outras, instala seus aparatos tecnológicos para inserções ao vivo e/ou pré-gravadas que inundam todos os telejornais da capital, fazendo com que o município se torne uma vitrine cultural e de negócios, o Festival prossegue cada vez mais sólido.
É, pois, no sentido de agregar valores que o projeto ‘Tenda da Cruviana’ surge com o objetivo de divulgar a rica diversidade da cultura pedrossegundense/piauiense durante a realização do Festival de Inverno de Pedro II - 2010, a partir dos conceitos de identidade cultural e cultura local.
Para tanto na Tenda da Cruviana que ficará no stand de número 30 haverá exposições e venda de livros, CDs, artes plásticas, assim como serão realizados saraus lítero-musicais, exibição de vídeos culturais além da possibilidade de haver palestras, workshops, mesas redondas com pesquisadores e artistas.
            A Tenda se instalará na praça de eventos Domingos Mourão, stand 30, nos dias 3,4,5 e 6 de junho de 2010, contando com o apoio das faculdades Santo Agostinho, Cristo Rei e da UESPI. A tenda tem como organizador o professor, poeta, escritor e pesquisador pedrossegundense Ernâni Getirana.

TENDA DA CRUVIANA: PEDRO II PASSA PRIMEIRO POR LÁ
Blog: www.getirana.blogspot.com


"TENDA DA CRUVIANA" - Pedro II passa primeiro aqui. FESTIVAL DE INVERNO DE PEDRO II -3 1 6 DE JUNHO 2010. http://cruvianadepedroii.blogspot.com/

ENTENDA A TENDA


 HAVERÁ VENDA DE CAMISETAS, LIVROS E CDs NA TENDA DA CRUVIANA

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26.5.10

GAROTA TENDA DA CRUVIANA: JESSYKA

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24.5.10

TENDA DA CRUVIANA: DADOS SOBRE PEDRO II

 (Foto: B.Barros)

UM POUCO (SÓ UM POUCO MESMO) DE HISTÓRIA

Segundo Pereira (1988), o município de Pedro II teria sido fundado no final do século XVIII por João Alves Pereira que chegara por ali na companhia de seus irmãos Albino Pereira dos Santos, Abel Pereira dos Santos e do primo Antonio Pereira da Silva. Seriam todos de origem portuguesa e um de seus primeiros atos foi a construção de uma capela devotada a Nossa Senhora da Conceição, mediante a doação feita por João Alves Pereira de 1,5 Km2 de terra à Igreja. A Paróquia de Nossa Senhora da Conceição dos Matões teria sido criada pela Lei Provincial nº 295, de 26 de agosto de 1851. O núcleo social ali constituído seguiu o padrão dos demais núcleos populacionais do Estado do Piauí à época, isto é, baseou-se na fazenda e na família.
Na verdade, não se vai dizer aqui que a sociedade de Pedro II, nos termos de sociedade de origem colonial, surge exclusivamente a partir desses povoadores portugueses que ali chegaram, ao final do século XVIII e que fixaram moradia no lugar por eles denominado de “Pequizeiro”. Tal visão simplória da formação das gentes piauienses não tem mais sentido. Muito provavelmente os negros fugitivos já formavam uma pequena comunidade na região de sertão conhecida como “São Luis”. Outros trazidos na condição de escravos deram início ao que hoje é o bairro “Saborá”, primeiro bairro da periferia da cidade de Pedro II, habitado por escravos ou seus descendentes, como parecem sugerir as notas de compra e venda de escravos ainda existentes em um dos cartórios locais. Desse bairro, procedem as primeiras lavadeiras e engomadeiras que serviam nas casas da elite econômica e política local. Além do que, na formação da sociedade pedrossegundense não se pode ignorar a presença indígena, cuja descendência fixou-se, sobretudo, na comunidade “Nazaré”.
A partir daí, tal sociedade seguiu um padrão conhecido de todos que a estudam. A rigidez de sua estrutura social, a concentração do poder político nas mãos de poucas famílias locais, o domínio do latifúndio, dentre outros fatores, marcaram e ainda marcam profundamente o modo de ser dos pedrossegundenses.
Fortes disputas políticas entre as, assim chamadas, “famílias tradicionais” pontuam a história desse município, na vigência do coronelismo, segundo Faoro (2004), uma prática de cunho político-social que vingou na Primeira República (1889-1930), nas cidades do interior do Brasil cujos dignitários (os coronéis) exerciam o poder em toda a plenitude da vida social, concentrando cargos, favorecendo amigos e aliados e cometendo os mais abjetos desmandos.
As práticas coronelistas que, de fato, determinavam a vida política do município, alijaram, econômica e socialmente, parte considerável da população pedrossegundense, sobretudo devido à concentração da terra, aspecto da realidade do município de Pedro II que será aprofundado no capítulo III, ao se abordar o contexto social no qual os bamburristas, de opala estão inseridos.


A Comarca Geral de primeira instância do município foi criada pela Lei provincial nº 872, de 15 de junho de 1875. Faziam parte da Comarca duas freguesias: a de Piripiri e a de Pedro II (grafado “Pedro Segundo”). A sede da segunda Comarca era a Vila de Pedro Segundo, assim consta no anexo da fala do Exmo. Dr. Raimundo Teodorico de Castro Silva, presidente da província do Piauí, na abertura da 2ª Sessão ordinária da 25ª legislatura da Assembléia Provincial do Piauí, no dia 1º de junho de 1885.


Para Pereira (1988), a economia da então vila de Pedro II baseava-se no cultivo da cana-de-açúcar (Saccharum officiarum), da qual se extraía a cachaça em cerca de sessenta engenhos espalhados pela região.
Além da cana-de-açúcar, produzia-se na província de Pedro II, àquela época, milho (Zea mays), mandioca (Manihot esculenta), feijão (Phaseolus vulgaris) e arroz (Oryga sativa) e extraia-se cera de carnaúba (Copernica Cerífera). O rebanho de gado vacum apenas movimentava um pálido comércio de couro e de sola. Nenhuma menção é feita aos demais rebanhos caprino, eqüino, ovino e suíno.
Antes de fazer parte da Comarca Geral, pela lei supracitada (Lei provincial nº 872, de 15 de junho de 1875), a Vila de Pedro II chamara-se “Matões” e pertencia à freguesia de Piracuruca. A povoação foi elevada à categoria de freguesia pela Lei provincial nº 295, de 22 de agosto de 1851, consagrada a Nossa Senhora da Conceição, com os seguintes limites:
pela parte do Norte: toda a serrinha Pé da Serra, Curral Queimado, Chiminguar, Vereda e volta; pelo lado Leste – São João dos Matos, Veado, Monte Alegre, Ponta da Serra, lapa, Chapada e Sítio; pelo Sul: o Sobrado, Alagoas, Macacos, Buriti do Meio, Porteiras, Caraubas, Ininga; e pelo Poente – todas as terras das Cascondas, Olho D’ Água da Pedra e canto; e para a Serrinha do ponto de partida do círculo limítrofe (CASTRO SILVA, 1885 apud PEREIRA, 1988, p. 51).
Em 14 de agosto de 1854, a povoação Matões é elevada à categoria de vila, pela Lei provincial nº 367. A inauguração, porém, só ocorreu a 25 de agosto de 1855, com o nome de “Vila de Pedro Segundo” (que continuava a fazer parte da comarca de Parnaíba). Os limites anteriores da freguesia são mantidos. A Serra dos Matões passou a fazer parte do patrimônio da municipalidade pela Lei provincial 384, de 14 de dezembro de 1855. Em 28 de dezembro de 1889, a vila e o município de Pedro II voltam a se chamar Matões. Em 21 de fevereiro de 1891, a Vila passa à categoria de cidade com o nome de Itamarati, em homenagem ao Palácio da Presidência da República. Finalmente, pela Lei nº 641, de 13 de julho de 1911, até a presente data, a cidade passou a chamar-se Pedro II, em homenagem ao imperador do Brasil.
A sede do município (Fig. 2) localiza-se a 4º 25’ 18” de Latitude Sul e a 41º 27’ 34” de Longitude W, Gr., a uma altitude média de 550 m a 209 Km da capital do Estado. Pertencente à Bacia do Parnaíba, a hidrografia do município consiste de pequenos cursos d´água: Corrente, Matos, Capivaras, Parafuso e os olhos d´água Pirapora, Bonsucesso, Sucuruju, Bananeiras e Buritizinho, além dos açudes Mamoeiro e Joana.
Os primeiros relatos sobre o município de Pedro II não fazem nenhuma menção à existência da opala ou de qualquer outra gema ou minério. A opala, como se verá mais adiante, só seria encontrada acidentalmente na década de 1950.
Conhecido em outras épocas como “Terra do Clima Bom”, “Terra da Rede”, “Terra da Água Boa”, “Suíça Piauiense” e desde dezembro de 2007, como “Primeira Maravilha do Piauí”, nenhuma outra alcunha, entretanto, tem sido tão marcante para o município de Pedro II como a de “Terra da Opala”. A opala tem feito a riqueza de poucos, a desgraça de alguns e não tem mudado o estado de pobreza, e mesmo de miséria, de boa parte dos pedrossegundenses. O Índice de Desenvolvimento Humano – IDH do município é de 0,605 (PNUD, 2000). O fato de ser a “Terra da Opala”, não a isenta das mazelas sociais que assolam a grande maioria dos mais de 5.500 municípios brasileiros, como também faz pensar sobre as razões pelas quais elas persistem e, mais especificamente, porque os bamburristas sofrem tanto as agruras da pobreza material, quanto são eclipsados no espaço social pedrossegundense, em um processo de invisibilidade social.


O OUTRO LADO DA HISTÓRIA QUE AINDA NÃO FOI CONTADA

Na verdade, não se vai dizer aqui que a sociedade de Pedro II, nos termos de sociedade de origem colonial, surge exclusivamente a partir desses povoadores portugueses que ali chegaram, ao final do século XVIII e que fixaram moradia no lugar por eles denominado de “Pequizeiro”. Tal visão simplória da formação das gentes piauienses não tem mais sentido. Muito provavelmente os negros fugitivos já formavam uma pequena comunidade na região de sertão conhecida como “São Luis”. Outros trazidos na condição de escravos deram início ao que hoje é o bairro “Saborá”, primeiro bairro da periferia da cidade de Pedro II, habitado por escravos ou seus descendentes, como parecem sugerir as notas de compra e venda de escravos ainda existentes em um dos cartórios locais. Desse bairro, procedem as primeiras lavadeiras e engomadeiras que serviam nas casas da elite econômica e política local. Além do que, na formação da sociedade pedrossegundense não se pode ignorar a presença indígena, cuja descendência fixou-se, sobretudo, na comunidade “Nazaré” .
A partir daí, tal sociedade seguiu um padrão conhecido de todos que a estudam. A rigidez de sua estrutura social, a concentração do poder político nas mãos de poucas famílias locais, o domínio do latifúndio, dentre outros fatores, marcaram e ainda marcam profundamente o modo de ser dos pedrossegundenses.
Fortes disputas políticas entre as, assim chamadas, “famílias tradicionais” pontuam a história desse município, na vigência do coronelismo, segundo Faoro (2004), uma prática de cunho político-social que vingou na Primeira República (1889-1930), nas cidades do interior do Brasil cujos dignitários (os coronéis) exerciam o poder em toda a plenitude da vida social, concentrando cargos, favorecendo amigos e aliados e cometendo os mais abjetos desmandos.
As práticas coronelistas que, de fato, determinavam a vida política do município, alijaram, econômica e socialmente, parte considerável da população pedrossegundense, sobretudo devido à concentração da terra, aspecto da realidade do município de Pedro II que será aprofundado no capítulo III, ao se abordar o contexto social no qual os bamburristas, de opala estão inseridos.
A Comarca Geral de primeira instância do município foi criada pela Lei provincial nº 872, de 15 de junho de 1875. Faziam parte da Comarca duas freguesias: a de Piripiri e a de Pedro II (grafado “Pedro Segundo”). A sede da segunda Comarca era a Vila de Pedro Segundo, assim consta no anexo da fala do Exmo. Dr. Raimundo Teodorico de Castro Silva, presidente da província do Piauí, na abertura da 2ª Sessão ordinária da 25ª legislatura da Assembléia Provincial do Piauí, no dia 1º de junho de 1885, reproduzida por José Eduardo Pereira:

A Vila de Pedro 2º, sede da Comarca, está situada em terreno acidentado, acha-se cercada de serrotes e outeiros pedregosos, de algumas serras frescas, pouco extensas, o que faz constituir a variedade de seu clima, em geral muito ameno e agradável. O solo, por conseguinte, divide-se em duas partes distintas, montanhosa e sertaneja, sendo aquela muito fresca, produtiva e coberta de matos, e esta, cortada de ribeiros que só correm pelo inverno, de tabuleiros e serrotes, e de excelentes pastagens (CASTRO SILVA, 1885 apud PEREIRA, 1988, p. 51).

Para Pereira (1988), a economia da então vila de Pedro II baseava-se no cultivo da cana-de-açúcar (Saccharum officiarum), da qual se extraía a cachaça em cerca de sessenta engenhos espalhados pela região.
Além da cana-de-açúcar, produzia-se na província de Pedro II, àquela época, milho (Zea mays), mandioca (Manihot esculenta), feijão (Phaseolus vulgaris) e arroz (Oryga sativa) e extraia-se cera de carnaúba (Copernica Cerífera). O rebanho de gado vacum apenas movimentava um pálido comércio de couro e de sola. Nenhuma menção é feita aos demais rebanhos caprino, eqüino, ovino e suíno.
Antes de fazer parte da Comarca Geral, pela lei supracitada (Lei provincial nº 872, de 15 de junho de 1875), a Vila de Pedro II chamara-se “Matões” e pertencia à freguesia de Piracuruca. A povoação foi elevada à categoria de freguesia pela Lei provincial nº 295, de 22 de agosto de 1851, consagrada a Nossa Senhora da Conceição, com os seguintes limites:

pela parte do Norte: toda a serrinha Pé da Serra, Curral Queimado, Chiminguar, Vereda e volta; pelo lado Leste – São João dos Matos, Veado, Monte Alegre, Ponta da Serra, lapa, Chapada e Sítio; pelo Sul: o Sobrado, Alagoas, Macacos, Buriti do Meio, Porteiras, Caraubas, Ininga; e pelo Poente – todas as terras das Cascondas, Olho D’ Água da Pedra e canto; e para a Serrinha do ponto de partida do círculo limítrofe (CASTRO SILVA, 1885 apud PEREIRA, 1988, p. 51).



 APOIO: Faculdade Santo Agostinho e Faculdade Cristo Rei